O rio Anil[1] é um curso de água com extensão de 13,8 quilômetros, que nasce ao sul de São Luís (MA), no bairro Aurora (Anil), percorrendo 55 bairros até a sua foz, na Baía de São Marcos, na região do Centro da capital.

Rio Anil
Rio Anil
Foz do rio Anil, em São Luís
Comprimento 13,8 km
Foz Baía de São Marcos
Área da bacia 42 km²
Afluentes
principais
Igarapé da Ana Jansen, Igarapé do Jaracaty, Igarapé do Vinhais, Rio Ingaúra, Rio Jaguarema, Córrego da Vila Barreto, Córrego da Alemanha, Igarapé da Camboa
País(es)  Brasil

A origem do nome se deu em razão da extração de uma fécula azul que servia para branquear tecidos, e que foi denominada pelos árabes de anil. A extração era feita por meio do amolecimento das folhas da planta (chamada pelos indígenas de “cauaçú”) nas águas do rio, que ficavam com a coloração azul. Em 1765, foi construída uma fábrica para obtenção do anil, às margens do rio.[2]

Os afluentes do rio Anil pela margem direita são: Igarapé da Ana Jansen, Igarapé do Jaracaty, Igarapé do Vinhais e rio Ingaúra. Os afluentes pela margem esquerda são: rio Jaguarema, Córrego da Vila Barreto, Córrego da Alemanha, Igarapé da Camboa.[3]

Atravessando uma zona densamente povoada, o rio sofreu profundo impacto pela ação humana. O processo de ocupação da margem esquerda foi efetuado pela população de baixa renda, enquanto que a ocupação da direita da margem foi consolidada a partir da construção de pontes e vias públicas (Ponte José Sarney, Ponte Bandeira Tribuzzi, Ponte do Caratatiua, Ponte do Ipase), expandindo a cidade para a construção de bairros de alta e média renda.[3]

O desmatamento da mata ciliar do rio Anil provocou a mudança da localização de sua nascente. Antes localizada no bairro do Tirirical, nas imediações do Aeroporto Internacional de São Luís, o manancial secou e a nascente foi deslocada para a região da Cohab. Esta também sofreu diversos danos com a ocupação humana e, atualmente, a nascente se localiza no bairro da Aurora, o que reduziu a extensão do rio.[4]

Outra consequência da ação humana é a poluição das águas superficiais, por meio do despejo de desejos industriais e domésticos no rio, provocando a eutrofização, o que afeta a vida aquática e diminui a quantidade de peixes.[3]

Apesar da degradação, ainda é possível ver pescadores e seus barcos de pesca, tirando seu sustento do rio, garças e o verde dos manguezais nas proximidades da foz do rio, na região da Ponte Bandeira Tribuzzi.[5]

Alguns projetos para melhorar a qualidade ambiental foram realizados: como o PAC Rio Anil, a partir de 2008, com a construção de moradias populares e urbanização da região da Camboa, onde muitas pessoas moravam em palafitas. O projeto também envolve a construção de estações elevatórias de esgoto, e a construção de novas Estações de Tratamento de Esgoto do Vinhais (entregue em 2016) e do Anil (entregue em 2023), somando-se à ETE Jaracaty (inaugurada em 2003), e à ETE Bacanga (que serve à bacia do rio Bacanga).[5]

Ver também

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Referências

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