SP-171
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A SP-171 é uma rodovia do Brasil e está sob a jurisdição do estado de São Paulo, conectando o Vale do Paraíba ao litoral norte paulista e à baixada sul fluminense.[1]
Rodovia Paulo Virgínio Rodovia Vice-Prefeito Salvador Pacetti | ||||||
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Identificador | ![]() (nome oficial, Lei 1.585-78) "Guaratinguetá-Cunha" ![]() (nome oficial, Lei 4.337-84) "Cunha-Paraty" | |||||
Nomes anteriores | Caminho do Ouro Caminho da Freguesia do Falcão Caminho dos Paulistas | |||||
Tipo | Transversal | |||||
Inauguração | 17 de Abril de 1978 (Rodovia Paulo Virgínio) 30 de Outubro de 1984 (Rodovia Salvador Pacetti) | |||||
Extensão | 70,050 km (43 mi) | |||||
Extremos • norte: • sul: |
Avenida Pires do Rio, em Guaratinguetá ![]() ![]() ![]() ![]() | |||||
Trecho da | Estrada Real | |||||
Interseções | ![]() ![]() | |||||
Concessionária | ![]() | |||||
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Rodovias Estaduais de São Paulo | ||||||
Velocidade máxima permitida |
Em setenta quilômetros de extensão,[2] a SP-171 liga a Via Dutra (BR-116), em Guaratinguetá (SP), ao centro do município de Cunha (SP) e à Via Rio-Santos (BR-101), em Paraty (RJ), através de sua extensão fluminense (alongando-se por mais vinte-e-dois quilômetros) como RJ-165.[3] É dividida em dois trechos e cada qual possui a sua própria denominação oficial: Paulo Virgínio (do km 0 ao km 47)[4] e Salvador Pacetti (do km 47 em diante)[5]. Desde 2017, está integrada à rota federal da BR-459.[6] Atualmente, todo o seu trajeto é administrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do estado (DER-SP).[7]
O sentido rodoviário, isto é, a contagem quilométrica, corre de norte a sul e atravessa as localidades geográficas de Paraitinga e Paraibuna, posicionadas no alto da bacia hidrográfica do rio Paraíba.[8] Esta rodovia oferece acesso a áreas de preservação ambiental importantes, como os parques das serras do Mar[9] e da Bocaina.[10] E interliga também sítios e lugares que compõem o patrimônio cultural e histórico brasileiro. Seu traçado é antigo e remonta ao período quando o país pertencia ao Reino de Portugal: tornou-se a bifurcação sul do Caminho dos Paulistas (chamado também de Caminho Geral do Sertão) e era parte do Caminho do Ouro (chamado também de Caminho Velho), uma das estradas reais da colônia.[11] Hoje, é a principal rodovia de Cunha e é também a maior via pública do município: são aproximadamente cinquenta quilômetros dentro do território cunhense desde o limite com Guaratinguetá (conhecida popularmente apenas como “Guará”[12]) até divisa com o Rio e lhe é atribuída o seguinte número de Código de Endereçamento Postal (CEP): 12530-000[13] — em Guará, são atribuídos os CEPs n°. 12503-021 (nos primeiros traçados da via, quando passa pelo bairro da Pedreira)[14] e n°. 12503-790 (próximo ao limite municipal, quando passa pelo bairro da Rocinha)[15] —.
História
editarPor anos, no auge da eficiência do porto comercial de Paraty, a rodovia SP-171 foi um caminho estratégico entre o litoral brasileiro, o Vale do Paraíba, a Capital paulista e o sertão de Minas Gerais. Por essa razão, há um rico repertório histórico desde os tempos da colonização portuguesa (ocorrida por volta do ano 1500 depois de Cristo [d.C.]) à Revolução Constitucionalista (em 1932). Atualmente, é uma via de comunicação importante para o desenvolvimento econômico e social, sobretudo, para a população do sul de Guaratinguetá e de Cunha.
Brasil Colonial
editarO percurso atual nasce a partir do alargamento das trilhas de índios da etnia Guarani (mais especificadamente, de agrupamentos Guaianases e Tamoios) que buscavam a “Terra Sem Males”[16]: segundo a crença dos povos originários que habitavam nas baixadas de frente ao Oceano Atlântico, havia um lugar onde suas tribos poderiam estar mais perto do céu — considerado, por eles, a morada das divindades primordiais, como Guaraci (o Sol) e Jaci (a Lua) — e viver plenamente, “sem os males mundanos”. Tal crença estimulava índios a aventurar-se pelos territórios afastados de suas aldeias, buscando, não apenas recursos para a sua sobrevivência, mas expandir seus conhecimentos geográficos além da beira-mar e, assim, subiam as montanhas próximas.[17] Seus percursos conectavam-se com outras passagens, integrando-se com um sistema de trilhas, que seria conhecido pelos europeus durante o período colonial como “Caminho do Peabiru”. Estas rotas existiam já desde antes da Colonização europeia da América e ligavam o oceano Atlântico ao interior do continente americano, chegando até a Cordilheira dos Andes e, também, até o oceano Pacífico.[18] Em meados de 1500, os europeus, principalmente espanhóis e portugueses, usaram esse sistema de trilhas para explorar e colonizar o recém-descoberto Novo Mundo.
Com a expansão do Império Português em direção ao interior do continente, os colonizadores começaram a fundar suas novas vilas no Brasil e a transitar entre elas, mantendo um intercâmbio intercontinental com Lisboa (Capital do Império na época) e, portanto, era necessário alargar as estreitas trilhas, não apenas para homens, mas também para a passagem de tropas e carruagens a cavalo. Em 1697, o Governo de Portugal aprova a construção do Caminho do Ouro, sendo registrada a primeira estrada oficial do Brasil.[19][20] Surgiram assim os primeiros trassados da futura SP-171.[21] Entre os séculos XVII e XIX, a Coroa Portuguesa tem autorizado que alguns trechos da tal estrada que saía de Parati e levava ao alto da serra fossem calçados com pedras achatadas[22]: tal obra foi realizada por escravos africanos,[23] a partir das trilhas dos guaianases, para favorecer a escoação de minérios (como ouro, prata e diamante, por exemplo), desde as minas gerias até a vila litorânea, onde havia o único porto liberado na época para entreposto de produtos, e a introdução de mulares e gado bovino e novas culturas agrícolas (como cana-de-açúcar e o café) no Vale do Paraíba, todos vindos de outros continentes. Até as margens do rio Paraíba, os demais trechos remanescerão em terra batida.
Por volta de 1700, com a construção e expansão de outra passagem (denominada como Caminho Novo),[24] partindo diretamente da cidade do Rio de Janeiro até as vilas de Minas Gerais, o traçado pelo qual é a via está integrada passou a ser conhecido como Caminho Velho. Com o desenvolvimento da então Província de São Paulo, a via tornou-se a bifurcação sul do ancestral Caminho dos Paulistas.[25] Até meados do século XIX, serviu aos tropeiros na escoação de grande produção agrícola da região (cana-de-açúcar, café e produtos lácteos, por exemplo) do Vale do Paraíba ao embarque no porto de Paraty. Por séculos, a progênie estrada seria a única saída terrestre para carruagens da Baixada Sul-Fluminense rumo ao sertão, tendo como assentamento urbano mais próximo para o pouso dos viajantes, a Vila Facão (atual Cunha).[26] Após o advento da República, em 15 de novembro de 1889, mesmo com as inovações tecnológicas da época e a introdução dos primeiros automóveis na região, essa realidade de estrada à chão batido durará até meados do século XX.
Revolução de 1932
editarDurante a revolução de 1932, um batalhão da marinha do Rio de Janeiro subiu a Serra do Mar pela via, a fim de chegar a capital paulista pelo Vale do Paraíba. Por conta do intenso conflito com São Paulo, qualquer paulista ou viajante que passasse pelo caminho seria alvejado ou questionado sobra os motivos de transitar pelo caminho. As áreas vizinhas à estrada tornaram-se praças de guerra. Os pastos próximos tornaram-se trincheiras.
Avançando pela divisa de São Paulo, a poucos quilômetros do centro de Cunha, as tropas federais foram atacadas pelas tropas paulistas que se tornaram vitoriosas neste ponto da Revolução, graças à lealdade do agricultor Paulo Virgínio que, ao ser capturado e torturado, não revelou aos legalistas o outeiro onde estavam posicionadas as tropas paulistas. Feito isso, Paulo Virgínio foi fuzilado pelas forças legalistas. Hoje, há um monumento em sua homenagem na beira da SP-171, local onde ele foi obrigado a cavar sua própria sepultura antes de sua cruel execução.
Desenvolvimento
editarAlém do trajeto principal, quando a via era ainda toda de terra, havia outros caminhos e poucas informações para aqueles que transitavam entre as vilas de Guaratinguetá, Cunha ou Paraty.
Guaratinguetá-Cunha
editarPara facilitar e melhorar o trajeto, uma obra do Governo do Estado de São Paulo foi realizada para asfaltar o trecho entre a Via Dutra BR-116, em Guaratinguetá e o centro de Cunha. Com a Lei 1.585, de 17 de Abril de 1978, o 1º trecho da via passou a ser denominado oficialmente Rodovia Paulo Virgínio, em homenagem ao herói da resistência paulista durante a revolução de 1932.
Cunha-Paraty
editarHavia ainda mais 46 quilômetros sem pavimento, era o trecho entre Cunha e Paraty. Em 1984, o governo do Estado concluiu a obra até a divisa com o Rio de Janeiro, no alto da Serra da Bocaina. Este segundo trecho, com a Lei 4.337, de 30 de Outubro de 1984, passou a ser oficialmente chamado de Rodovia Vice-Prefeito Salvador Pacetti.
Estrada Parque (Extensão fluminense)
editarDentro do território fluminense, o percurso rodoviário da via se estende por mais vinte quilômetros com a classificação de RJ-165 e está sob gestão do Estado do Rio. A extensão fluminense é reconhecida de acordo com a Lei 7.556-2017 e recebe a denominação Estrada Parque Comendador Antônio Conti. Coliga-se no Km 70 e segue por vinte quilômetros dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina até o centro cívico de Paraty. O calçamento desse terceiro trecho, concluído em 2016 e formalizado em 2017 com a dita legislação, representou o cumprimento do governo fluminense a um acordo feito em 1954 com o Estado de São Paulo, para pavimentar todo percurso desde Guaratinguetá até Paraty. O Estado paulista cumpriu sua parte do acordo em 1984.
SP-171 hoje
editarPor ser o principal acesso ao sul de Guaratinguetá e ao município de Cunha, a rodovia tem trânsito intenso. Os congestionamentos são mais comuns em dias de tradicionais festividades folclóricas na região. O trecho Guaratinguetá-Cunha é o mais movimentado e o mais desenvolvido. Por causa do incidente ocorrido em 30 de dezembro de 2010 — desmoronamento da pista, causando seu bloqueio total — o percurso da serra do Quebra-Cangalha foi duplicado. Outras obras de recuperação e reparos foram também concluídas. Em novembro de 2011, o Governado do Estado paulista investiu na infraestrutura da rodovia, sobretudo, com mais destaque, ao trecho entre os quilômetros 19 e 49, para prevenções de catástrofes decorrentes de fenômeno naturais, como enxurradas e deslizamentos de terra sobre as pistas.
Atualmente, a SP-171 constitui o último ramal rodoviário da rota federal da BR-459, compreendendo uma linha viária interestadual de longa distância entre os municípios de Poços de Caldas, Lorena (rota da BR-459), Guará (BR-116), Cunha (SP-171), Paraty (RJ-165) e Angra dos Reis (BR-101).
Características
editarA estrada interliga os municípios de Guaratinguetá, Cunha e Paraty. A SP-171 é dividida em dois trechos: Rodovia Paulo Virgínio e Rodovia Salvador Pacetti. E possui coligações diretas com a Rodovia João Martins Corrêa, Rodovia Ignácio Bebiano dos Reis e Rodovia Antônio Conti, sendo esta última sua extensão rodoviária dentro do território fluminense.
O marco zero da SP-171 é na avenida Pires do Rio, em Guaratinguetá, onde, em uma rotatória, havia uma estátua de Frei Galvão. Passa por baixo do viaduto do Km 65 da Via Dutra BR-116, e segue pela zona rural, no sentido sul, para o litoral. No km 20 há um trevo rodoviário com a Rodovia João Martins Corrêa SP-153. E mais dois quilômetros avante, atravessa o limite de municípios entre Guaratinguetá e Cunha.
Entre os quilômetros 44 e 46, a rodovia passa dentro do perímetro urbano de Cunha. A partir do km 46, o terreno fica mais sinuoso, oferecendo um percurso com alto grau de declinações e inclinações. No km 56, entra nos limites do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Cunha-Indaiá) — iniciando o trecho dentro da reserva florestal do Estado — e, com mais 500 metros, há um acesso à estrada do bairro Paraibuna.
No km 65 da SP-171 encontra-se o acesso por terra que liga a rodovia à Pedra da Macela, um dos pontos mais elevados da Serra da Bocaina.
No km 70, já dentro do território do Parque Nacional da Serra da Bocaina, na divisa de estados, coliga-se com a RJ-165 e começa a estrada que leva ao centro de Paraty.
São 90 quilômetros de extensão (a considerar-se os 20 quilômetros da RJ-165) em pista simples. A via é pavimentada e não tem pedágio.
A SP-171 tem traçado serrano e atravessa apenas uma área urbana — do município de Cunha — e em quase todo seu trajeto passa por áreas rurais e de proteção ambiental. Por isso, o condutor deve estar atento à travessia de animais e às condições do veículo (freios).
A via é considerada uma das mais belas rodovias paulistas que há. Ela atrai a atenção dos viajantes por ser rota histórica, pelo seu trajeto serrano, por passar dentro de reservas florestais ainda intactas e por ser rota de diversas trilhas, mirantes e cachoeiras. O trecho da divisa dos Estados é muito procurado por aventureiros, pois sua estrutura é similar a uma trilha e é também caminho de cidades históricas.
Geografia
editarA SP-171 é uma rodovia serrana, há muitíssimas curvas e são em grande parte acentuadas e inclinadas, em algumas partes do trajeto, principalmente nos trechos das serras, a inclinação ultrapassa os 20%. O ponto culminante da via é superior a 1500 metros acima do nível do mar, está localizado no bairro do Taboão, em Cunha.[27]
Hidrografia
editarAtravessa os seguintes cursos d’água que alimentam a bacia do Paraíba do Sul:
A via passa também próximo às nascentes dos rios Paraibuna e Jacuí, principais rios de Cunha. E no km 67, passa também ao lado da cachoeira do Mato Limpo, uma das quedas do rio Jacuí.
Relevo
editarAtravessa três serras:
- Serra do Quebra Cangalha (Serra do Mar)
- Serra do Indaiá (Serra do Mar)
- Serra do Carrasquinho (Serra da Bocaina)
Áreas de preservação
editarAtravessa também três áreas de preservação ambiental:
Malha rodoviária
editarTem acesso direto às seguintes rodovias:
Dutra
João Martins Corrêa
Estrada Parque Comendador Antonio Conti(antiga Estrada Parque Paraty-Cunha)
Municipalidades
editarDenominações
editarPor preservar a rota de antigos caminhos coloniais, foi atribuido à rodovia o pseudônimo de Estrada Real.
Suas duas denominações oficiais são:[28]
- Nome: Paulo Virgínio
- Do: km 0, na avenida Pires Do Rio, em Guaratinguetá
- Até: km 45, no perímetro urbano de Cunha
- Extensão: 45 quilômetros
- Legislação: LEI 1.585-78
- Inauguração: 17 de Abril de 1978
- Nome: Vice-Prefeito Salvador Pacetti
- Do: km 46, no perímetro urbano de Cunha
- Até: km 70, na Serra da Bocaina, na divisa de Estados entre São Paulo e Rio de Janeiro
- Extensão: 25 quilômetros
- Legislação: LEI 4.337-84
- Inauguração: 30 de Outubro de 1984
Concessão
editarA SP-171 está sob gerência da 6ª Regional do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP). É administrada pelas municipalidades de Guaratinguetá e Cunha, com apoio do Governo do Estado de São Paulo. O ponto de coligação com a RJ-165 é manutenido pela Prefeitura de Cunha em parceria com a Prefeitura de Paraty.
Perfil
editarTrecho | Situação | km |
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Guará – Cunha | Em serviço (desde 1978) | 0 – 45,9
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Cunha – Divisa | Em serviço (desde 1984) | 46 – 70
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Trajeto
editar PAULO VIRGÍNIO GUARATINGUETÁ – CUNHA SALVADOR PACETTI CUNHA – PARATY | |||||
Tipo | Indicação | km | ↓km↓ | ↑km↑ | Município |
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Perímetro urbano do município de Guaratinguetá Avenida José Juvenal Monteiro Dos Santos |
0 | 0 | 70 | Guará | |
Acesso à Via Dutra | 0,9 | 0,9 | 69,1 | Guará | |
Início da Rodovia Paulo Virgínio | 1 | 1 | 69 | Guará | |
Acesso à rua Manoel Abílio Pereira | 1,5 | 1,5 | 68,5 | Guará | |
Acesso à rua Coronel Tamarindo | 1,9 | 1,9 | 68,1 | Guará | |
Ponte sobre o rio São Gonçalo | 2 | 2 | 68 | Guará | |
|
Acesso à estrada do Morro Frio ◘ Cemitério da Saudade |
2,7 | 2,7 | 67,1 | Guará |
Base Operacional Sargento Suarez Torres | 6 | 6 | 64 | Guará | |
Acesso à estrada do Rio das Pedras | 7,5 | 7,5 | 62,5 | Guará | |
Acesso à estrada de São José | 7,6 | 7,6 | 62,4 | Guará | |
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Acesso à estrada do Paiol Lagoinha |
9 | 9 | 61 | Guará |
Subida da Serra do Quebra Cangalha | 12 | 12 | 58 | Guará | |
Fim da subida da serra | 19 | 19 | 51 | Guará | |
Acesso à estrada do Brumado | 19,5 | 19,5 | 50,5 | Guará | |
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Acesso à São Luiz do Paraitinga via Lagoinha Ubatuba |
20 | 20 | 50 | Guará |
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Acesso à estrada do Taboão de Guaratinguetá Campos Novos Silveiras (via Campos Novos) |
21 | 21 | 49 | Guará |
Igreja Santo Expedito | 21,5 | 21,5 | 48,5 | Guará | |
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Limite de municípios entre Guaratinguetá e Cunha | 22 | 22 | 48 | Guará Cunha |
Auto posto Verreschi | 28 | 28 | 42 | Cunha | |
Ponte sobre o rio Paraitinga | 30 | 30 | 40 | Cunha | |
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Acesso à estrada do Jaguarão Lagoinha |
31 | 31 | 39 | Cunha |
Ponte sobre o rio Jacuí | 38 | 38 | 32 | Cunha | |
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Acesso à estrada do Capivara Lagoinha |
38,5 | 38,5 | 31,5 | Cunha |
Ponte sobre o rio Jacuizinho | 39 | 39 | 31 | Cunha | |
Acesso à estrada do Jacuí | 39,9 | 39,9 | 30,1 | Cunha | |
Ponte sobre o rio Jacuizinho | 40 | 40 | 30 | Cunha | |
Início do perímetro urbano do município de Cunha | 44 | 44 | 26 | Cunha | |
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1º Acesso ao centro de Cunha Alameda Francisco Da Cunha Menezes Área de serviço e auto posto Estância Estrada da Várzea Do Tanque Estrada do Monjolo Estrada de Campos Novos Silveiras (via Campos Novos) São José do Barreiro (via Campos Novos) Sede do Parque Nacional da Serra da Bocaina (via Campos Novos) |
44,1 | 44,1 | 25,9 | Cunha |
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2º Acesso ao centro de Cunha Alameda Lavapés Rodoviária |
45 | 45 | 25 | Cunha |
Acesso à estrada do Monjolinho | 45,1 | 45,1 | 29,1 | Cunha | |
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3º Acesso ao centro de Cunha Avenida Padre Rodolfo Santa Casa de Misericórdia e Maternidade Nossa Senhora da Conceição Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição Prefeitura municipal de Cunha |
45,7 | 45,7 | 24,3 | Cunha |
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4º Acesso ao centro de Cunha Rua Manoel Prudente De Toledo Mirante do Alto do Cruzeiro |
45,8 | 45,8 | 24,2 | Cunha |
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Fim do perímetro urbano Fim da Rodovia Paulo Virgínio |
45,9 | 45,9 | 24,1 | Cunha |
Início da Rodovia Vice-Prefeito Salvador Pacetti | 46 | 46 | 24 | Cunha | |
Início do trecho com alto grau de declinações e inclinações | 47 | 47 | 23 | Cunha | |
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Acesso à estrada da Catióca Cachoeira do Jericó |
49 | 49 | 21 | Cunha |
Acesso à estrada da Canjerana | 50 | 50 | 20 | Cunha | |
Acesso à estrada do Engenho | 50,1 | 50,1 | 19,9 | Cunha | |
Igreja São José Da Boa Vista | 54 | 54 | 16 | Cunha | |
Início do trecho dentro do Parque Estadual da Serra do Mar Núcleo Cunha-Indaiá Reserva florestal do Estado de São Paulo |
56 | 56 | 14 | Cunha | |
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Acesso à estrada do Paraibuna Cachoeira do Paraibuna Sede do Instituto Florestal do Núcleo Cunha-Indaiá Núcleo Santa Virgínia Ubatuba (via Núcleo Santa Virgínia) |
56,1 | 56,1 | 13,9 | Cunha |
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Acesso à estrada do Rio Manso Cachoeira dos Pinheiros Pedra da Espia |
58 | 58 | 12 | Cunha |
|
Acesso à estrada da Barra Cachoeira da Barra |
58,5 | 58,5 | 11,5 | Cunha |
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Acesso à estrada do Taboão Cachoeira do Buracão |
62 | 62 | 8 | Cunha |
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Acesso à estrada da Macela Pedra da Macela |
65 | 65 | 5 | Cunha |
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Ponte sobre o rio Jacuí Cachoeira do Mato Limpo |
67 | 67 | 3 | Cunha |
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Fim do trecho dentro do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Cunha-Indaiá) e da reserva florestal do Estado |
69,5 | 69,5 | 0,5 | Cunha |
Descida da Serra da Bocaina | 69,8 | 69,8 | 0,2 | Cunha | |
Início do trecho dentro Parque Nacional da Serra da Bocaina | 69,9 | 69,9 | 0,1 | Cunha | |
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Divisa de Estados entre São Paulo e Rio de Janeiro Fim da Rodovia Vice-Prefeito Salvador Pacetti Início da Estrada Parque Comendador Antonio Conti(antiga Estrada Parque Paraty-Cunha) |
70 | 70 | 0 | Cunha Paraty |
Fim da descida da serra | 12 | 78 | — | Paraty | |
Fim do trecho dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina | 10 | 80 | — | Paraty | |
Acesso à Rio-Santos | 0,9 | 89,1 | — | Paraty | |
Perímetro urbano do município de Paraty Avenida Roberto Silveira |
0 | 90 | — | Paraty |
Notas: Ainda há mais acessos e intersecções com estradas rurais, porém estão sem registro; As indicações azuis pertencem à Via RJ-165.
Rota de Fuga
editarJunto com a extensão fluminense, a SP-171 servirá como canal de fuga caso haja um acidente nuclear em uma das três usinas nucleares de Angra dos Reis.
Interdições
editarDevido as fortes chuvas ocorridas desde o final de Dezembro de 2009 até Fevereiro de 2010 na Microrregião do Paraibuna e Paraitinga, a SP-171 foi interditada em diversos lugares. As graves quedas de barreiras e pontes caídas impossibilitaram o tráfego entre as cidades de Guaratinguetá, Cunha e Paraty.
O ponto mais crítico foi no km 17, onde uma parte da rodovia desbarrancou, criando uma cratera, imediatamente o DER colocou guard-rails e cavaletes, fechando temporariamente a via, a proibir assim, a passagem de veículos.
O percurso entre os quilômetros 30 e 40 foi fechado também, por causa das fortes enchentes que destruíram as pontes sobre os rios Paraitinga, Jacuí e Jacuizinho.
Por conta das interdições, o município de Cunha ficou totalmente isolado por vias rodoviárias. Após o cessar das chuvas, a SP-171 estava arruinada em vários locais. Desvios foram feitos para caso de emergência, saída de turistas e entrada de equipes de apoio no município.
Durante meados dos meses de Janeiro e Fevereiro de 2010, a via ficou sujeita a bloqueios e desvios causados por desmoronamentos de terra. Antes do fim do mesmo ano, o Governo do Estado conclui as obras de recuperação e reparos na via.
Galeria fotográfica
editar-
Km 55
-
Registro de Estrada Real
-
Monumento a
Paulo Virgínio
Ver também
editarReferências
- ↑ ARTESP: Mapa das rodovias sob concessão
- ↑ DER-SP: Divisão Regional de Taubaté - Malha de Circunscrição (pág. 5)
- ↑ RJ-165
- ↑ ALESP: Dá a denominação de «PauIo Virgínio» à rodovia que liga Guaratinguetá a Cunha
- ↑ ALESP: Dá a denominação de «Salvador Pacetti» à rodovia que liga Cunha à divisa do Rio
- ↑ Ministério dos Transportes: BR-459
- ↑ DER-SP (em "Código da Rodovia:", selecionar a opção "SP 171" e clicar em "Pesquisar")
- ↑ USP: Atlas socio-ambiental de Cunha SP(pág. 9)
- ↑ PESM: Nucleo Cunha
- ↑ ICMBio: Parque Nacional da Bocaina
- ↑ IdasBrasil: História da Estrada Real
- ↑ GovSP: Conheça o Município Turístico de Guaratinguetá>
- ↑ CEP de Cunha (SP)
- ↑ Rodovia Paulo Virgínio - Pedreira - Guaratinguetá, SP
- ↑ Rodovia Paulo Virgínio - Rocinha - Guaratinguetá, SP
- ↑ Na estrada guarani da Terra Sem Mal: história, memória e cosmologia (PDF)
- ↑ Os primeiros caminhos da Serra do Mar
- ↑ BBC: Caminho de Peabiru: a fascinante rota indígena que conecta o Atlântico ao Pacífico
- ↑ O Caminho do Ouro foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para ligar o litoral fluminense à região produtora de ouro no interior de Minas Gerais.
- ↑ A Estrada Real e os Caminhos do Ouro
- ↑ Estrada Real: Trecho de asfalto do Caminho Velho entre Guaratinguetá, Cunha e Parati
- ↑ A colonização portuguesa no Brasil (PDF)
- ↑ Caminho do Ouro
- ↑ Estrada Real: História do Caminho Novo
- ↑ Estrada Real: História dos caminhos coloniais
- ↑ O Caminho do Ouro: única passagem de Paraty
- ↑ «DER/SP: Relação Descritiva das Rodovias Estaduais». www.der.sp.gov.br. Consultado em 10 de abril de 2021
- ↑ «DER/SP: Denominações». www.der.sp.gov.br. Consultado em 10 de abril de 2021